Zombie Apocalypse
Postado por MST , terça-feira, 2 de novembro de 2010 13:30
Dormir as 5 horas é legal.
Cara, eu tive um sonho bem interessante essa noite. Sonhei que tinha me mudado pra Tuvalu (wtf), e que tinha um manolo lá na ilha que era um ditador tirano. O motivo de ter me mudado pra uma ilha semi-desabitada, com uma casa de madeira de palmeira, sem aeroporto e governada por um filho da puta, isso eu não sei, e eu não questiono meus sonhos. Só às vezes.
Então, lá estava eu na minha bonita casa de palmeira, com o meu cachorro pastor alemão e o meu machado viking (wtf), quando um belo dia um soldado bate a minha porta. Bom cidadão que sou, fui atender com uma bandeja de chá e bolinhos azuis. Mas, sendo o soldado um idiota, ele tenta me dar um tiro. Eu desvio, deixando cair a bandeja de bolinhos no chão, mas meu cachorro está ali perto para pular no sujeito e arrancar-lhe a face a dentadas.
Indignado com a situação, pego meu machado viking, meu companheiro canino e parto em direção à residência do ditador, para pedir uma indenização pelos bolinhos que caíram no chão, e no mínimo um pedido de desculpas formalizado com uma carta. Chegando lá, após driblar a segurança com dois espelhos, um clipe de papel e uma folha, chego em um estranho laboratório, com seres humanóides encasulados dentro de cápsulas com água. Lembro-me de ter visto estas mesmas cápsulas em algum filme de horror B, com zumbis mutantes que pulam dos telhados.
De repente, o ditador aparece atrás de mim, seguido por uma guarda de 20 soldados, e me explica que aqueles casulos eram sim zumbis mutantes, parte de seu plano para dominar o mundo (wtf). Não contive minha excitação diante de tão bem vinda notícia. Mas precisaria escapar da residência se quisesse de algum modo aproveitar um apocalipse zumbi em toda sua magnitude. Meu cachorro me indica uma saída próxima entre os tubos de ventilação, então eu derrubo uma das cápsulas para ganhar tempo, e me encaixo dentro da tubulação, escapando da residência sem olhar para trás.
Volto para minha própria casa, junto uma caixa de feijões e picles em conserva e me tranco em meu refúgio enscondido na mata. É claro que eu tenho um refúgio anti-zumbis dentro da mata no meu sonho, dãã. Dentro de minha fortaleza, começo a construir uma lancha blindada, com um compartimento para guardar uma motocicleta blindada, que eu também tenho no meu sonho, dãã.
Após 3 dias de preparação, eu consigo fugir da ilha com minha lancha, minha moto e meu amigo canino. Dois dias depois eu desembarco no continente, conhecido como Austrália, e escondo minha lancha em um cais próximo a Sidney. Pego minha moto e começo a passear pela grande ilha que é a Austrália. Chego em um mercado, e, utilizando-me de meu machado viking e o meu cão, trucido todas as almas não-vivas presentes no recinto. Abasteço minha moto e sigo viagem até um posto de gasolina, que guarda uma estranha mutação from hell de taturana, que ataca a mim e ao meu cachorro. Preparava-me para machadar o inseto superdesenvolvido, quando meu cão pula em minha frente, levando uma descarga elétrica de muitos volts, e falencendo naquele instante.
Se há alguma coisa que poderia ter me causado mais abalo do que esse acontecimento, não é algo que eu consiga imaginar. Foi como se minha mente e consciência se esvaissem por momentos aparentemente longos, em que meu cérebro apenas avaliava qual era o tamanho da perda sofrida. De algum modo traumático, nesse instante eu esqueci o nome do cachorro completamente, e isso me deixou ainda pior. Consegui o feito de fugir da taturana, mas foi como se não houvesse fugido.
Então, pelo resto do meu sonho eu fiquei sozinho, e qualquer felicidade e expectativa que um apocalipse zumbi pudesse ter causado em minha mente se foi. Ainda tentei fazer todas as coisas que eu queria fazer no começo daquilo tudo, mas sem meu amigo nada daquilo fazia qualquer sentido, nem me proporcionava satisfação. Virei apenas uma casca vazia, que procurava algum tipo de interior para preenchê-la. Tentei colocar a culpa da morte do meu cão, que nem mesmo o nome eu lembrava, em alguém, para que pudesse, mesmo que ilusoriamente, ter algo o que buscar naquele mundo assolado pelo apocalipse.
Mas não consegui. Não havia quem culpar, a não ser o destino, se é que existe algo desse tipo.
Então, após um longo tempo vivendo essa semi-vida, fiz a única coisa que ainda poderia fazer para acabar com a agonia de estar vivo:
Acordei.
Aí eu fui pra escola, engoli o meu sonho e pensamentos pra mim e fingi que estava tudo bem, como sempre, rç. Mas agora eu queria ter um cachorro e um apocalipse zumbi. Ou só o cachorro mesmo...


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