What's in a name?
Postado por MST , quarta-feira, 8 de junho de 2011 18:45
A rose by any other name would smell just as sweet...
Estou ciente do meu último post. Disse que não postaria mais minhas divagações aleatórias de um mortal apaixonado, e sim o conteúdo milhões de vezes mais interessante sobre a minha banda. Mas não sei, hoje, apesar de ter começado como um dia relativamente ruim, termina por ser um dia repleto de inspirações (e algumas frustrações).
Mas lá estava eu, esquentando meu Nescau, quando de repente eu começo a pensar em uma coisa relacionada a nomes. Não lembro ao certo a circunstância, embora não faça mais de 20 min que ela se abateu sobre mim, mas o resultado é esse:
O seu nome. Qual o seu nome? Você gosta dele? Já parou para analisar seu nome, um pouco aprofundadamente? Eu, pessoalmente, creio que já fiz essa indagação. Meu primeiro nome, Gabriel. Eu gosto dele, estou satisfeito, mas acho que é um nome até que relativamente comum.
Seu nome é algo especial, você querendo ou não. Ele é uma das coisas que você levará para toda sua vida, e não vai morrer com você. Provavelmente será a parte de você que mais vai durar, em muitos anos, quando os netos dos seus netos estiverem tendo filhos, muito provavelmente o máximo que poderão contar a eles sobre você será o seu nome.
Então, eu acho que nós, seres humanos, subestimamos o poder dos nomes. Nomeamos nossos filhos com denominações um tanto comuns. Particularmente, eu acho que seria interessante se, ao invés de nos darmos nomes ao nascer, deveríamos nós mesmos nos escolher uma denominação adequada, ao fim de nossas vidas, após olharmos para tudo que presenciamos, o que somos, e escolher algo que consiga transparecer a essência de todas essas coisas.
Utópico ao extremo, é claro, mas eu fiquei até feliz de ter pensado nisso, é um pouco poético de uma maneira que eu gosto.
Talvez o correto não seja que nosso nome seja criado com base em nossa história, talvez seja mais interessante que nós consigamos erguer uma história para nossos nomes. O que é, claramente, muito menos impráticavel, e igualmente poético.
Nesses aspecto, de nosso nome ter uma história, acho que seria adequado falar também do sobrenome. Esse sim, podemos dizer que tem uma história, a história da sua família. Acho que poucos se dão conta disso, poucos se interessam em saber a história desse sobrenome que carregam. Aliás, alguns nem ao menos se importam em contribuir significativamente para essa história. Nesses dias de hoje, a experiência de vida e realização individual é muito mais importante do que a tradição familiar (e eu não posso dizer que acho isso uma coisa ruim).
Mas, por um instante apenas, vamos deixar essa parte de lado, e vamos pensar no sobrenome em si. Tomarei o meu como exemplo. Martins. Também não é um sobrenome incomum, e eu gosto dele. Porém, eu me sinto um pouco frustrado pelo fato de ser um sobrenome comum. A quantidade de pessoas com o sobrenome Martins que eu conheço e com quem não tenho absolutamente nenhum parentesco é avassaladora. Não que isso seja importante, claro, mas me tira algumas horas de descanço, por vezes.
Meu outro sobrenome, por outro lado: Nazulicz. É absolutamente incomum, nunca encontrei ninguém com esse sobrenome com quem eu não tivesse um parentesco próximo. Se encontro alguém com esse nome, na hora tenho certeza de que é algum parente e vou correndo me esconder pq odeio encontrar parentes. Apesar disso, incrivelmente, eu não sou o maior fã desse sobrenome. É incomum, e não é tão peculiar a ponto de ser um defeito, mas... não o aprecio. Soa estranho.
Agora analisando seu nome como um todo, incluindo nome e sobrenome. A grosso modo, seu sobrenome é a sua família, e o seu primeiro nome é quem você é dentro dessa família. A junção desses dois é sua identidade. Mesmo assim, no meu caso, tenho certeza que existe outro Gabriel Martins a caminhar pelo destino, até porque eu já o conheci, rç.
Gosto do meu nome. Mas queria ter um nome mais único, algo com o que eu pudesse me identificar como sendo alguém único, e que eu gostasse. Quando estiver no ponto de produzir a minha geração de filhos, tentarei nomeá-los dessa maneira. Algo diferente, bonito, porém não peculiar. Nomes estranhos e únicos existem aos montes, assista a um jogo do Flamengo e a um do Corinthians que ja se dá pra ter uma idéia do que eu estou falando. Não é mesmo, Evaevaldison?
Mas claro, a decisão do nome não cabe só a mim, acho que terei que contar com a ajuda da mãe nessa difícil decisão. Mas a menina vai ser Annabel e eu não to nem aí u.u

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