Who are you?

Postado por MST , domingo, 15 de maio de 2011 20:37

Who, who? Who, who?


Olá amizades. Tentarei no post de hoje contar a vocês alguma coisa, no fim eu descubro o que é.

Então amigos, já pararam por alguns momentos e se perguntaram quem são vocês? Pode parecer uma pergunta idiota, (ou pode parecer uma pergunta recheada de significado) mas é uma pergunta séria. Já perderam alguns poucos minutos pensando o que é que os torna diferentes dos outros seres humanos? Não acho que sejam apenas algumas porcentagens decimais que diferem o DNA de cada indivíduo, seria muito mais interessante se fosse algo não exato, não possível de ser medido.

Como responder a esta pergunta? Muitas pessoas já a teriam respondido, ou achariam tal. Você é a sua bio do twitter, não é? Meus dotes de vidente nunca falham. Parece bobo, mas a bio do twitter, ou o perfil do orkut, ou as páginas que você curte no Facebook serão meu ponto de partida. Essas páginas, embora simples, sem dúvidas contêm um pouco do seu ser, afinal foi você quem as escreveu (ou deveria ter sido), e mesmo que não seja você o autor, ainda pode ser útil para essa finalidade.

Devo ter lido em alguma comunidade dessas bestas do orkut mais cedo, algo do tipo "você é o que ninguém vê" e um texto indie cult falando sobre cada um ser as suas praias favoritas, os seus pensamentos profundos, os seus piors inimigos e as coisas pequenas que normalmente não comentamos com outros seres humanos por serem irrelevantes ao extremo. Faz algum sentido, admito.

E antes de entrar em contato com essas coisas, quem era você? O que era você antes de ter uma praia favorita, antes de conhecer sua banda favorita, antes de ter provado o delicioso sabor de queijo, antes de ter trocado saliva em um beijo?

Há coisas que realmente podem nos mudar. Coisas simples, um filme que conseguiu te acertar em cheio, ou um livro curto que leu na praia enquanto estava com aquelas horríveis queimaduras de sol, coisas recorrentes, como o convívio diário com seus semelhantes, amigos e inimigos, coisas trágicas, como a morte de alguma alma especial ou uma pequena desilusão amorosa...

Tantas influências, tantos pensamentos diferentes tentando te modificar, é algo relativamente comum, especulo, se perder nessa teia de informações, e se esquecer por instantes ou eternidades, de como ja se foi. É um tanto triste, de meu irrelevante ponto de vista, ao ler essas descrições indies, perceber que antes eu era alguém, e agora eu sou a minha praia favorita. Pra ser sincero, nem de praia eu gosto, prefiro piscinas D:.

É claro que eu não vou falar pra ninguém que eu sou a minha piscina favorita, quando todos eles são formosas praias no Rio de Janeiro ou em Pernambuco. Ninguém daria bola para uma piscina se eles soubessem, hehe.

Mas deve haver, no meio dessa absurda tempestade de influências externas, algo que não tenha se modificado, desde seu nascimento naquele dia há muitos anos atrás, e não o fará até seu nascimento para a eternidade. Não faço idéia de como podemos descobrir o que é isso, não sei nem se é possível.

Ser. É uma palavra estranha. Em inglês, por exemplo, a palavra ser e estar são a mesma. Se em português falamos "Eu estou apaixonado", em inglês é "I am in love". Não é uma coisa tão simples quanto apenas serem a mesma palavra, isso reflete todo um pensamento. O significado do verbo "be" se perde um pouco, quando traduzido para o português, e adquire o significado de ser ou estar.

Para fins comunicativos, é uma reclamação besta e sem noção, com absolutamente nenhum prejuízo em se tratando de entendimento entre estrangeiros. Mas acho que ideologicamente há um problema. Um inglês, ao ler a frase "I am in love", consegue captar o sentido, um brasileiro pensaria algo do tipo "Ele está apaixonado.", o que eu acho que não é o correto. Estar é um verbo que subentende algo passageiro, não duradouro, apenas um mero estado. Ja o verbo ser está mais intimamente ligado a essa característica única de cada objeto.

Tento encarar a frase "I am in love" com um pensamento diferente, não atribuindo-lhe esse significado besta de "estar". Coisas tão profundas assim, como amor, não deveriam ser acompanhadas desses verbos passageiros, deveriam ser coisas ligadas ao seu ser. Tentarei traduzi-la em algo como "eu sou apaixonado", se aproxima mais do significado que ela merece.

Ja consegui desvirtuar a finalidade da postagem totalmente, acho que essa coisa de desvirtuar assuntos está relacionada com o meu ser, não tem uma única vez que eu não faça isso. Fazer o que né...

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