Domingo
Postado por MST , domingo, 30 de janeiro de 2011 13:49
Escrevi isso tem muitos milhões de anos. Vou compartilhas com vocês por não ter criatividade nem saco de postar algo legal.
Domingo, pós Carnaval. Lá estavam eu e mais 3 amigos, próximos ao município de Boca do Acre, no Amazonas. Grande idéia a do Dave, passar o Carnaval no meio do mato. É claro que ficamos bêbados demais para dirigir, e é claro que nos perdemos na floresta. Teríamos vergonha se olhássemos o caminho no dia seguinte, de tão óbvio que era. Mas 4 adolescentes bêbados, chapados e sem absolutamente nenhum senso de direção não teriam percebido o caminho mesmo que um grande Outdoor indicasse a direção. Já era o terceiro dia vivendo a base de cerveja e marshmallows. Nossa sorte foi que havíamos comprado suprimentos mais do que em dobro, pois Bruno iria, e como o conhecemos bem, sabíamos que em meia hora ele teria acabado com toda a comida. Mas ele não foi, e agradeço a Odin por isso.
Dave estava indo na frente, com o facão. Cortava as árvores sem qualquer vontade, ainda um pouco embriagado. Eu seguia-o logo atrás. Jane e Bill haviam ficado no “acampamento”, para proteger a comida dos “ursos”. Já havia duas horas que estávamos andando naquela mata sem fim, quando finalmente perdi a paciência.
-Dave, estamos totalmente embriagados, tenho certeza que já passamos por aqui pelo menos 3 vezes. Será melhor voltarmos para o acampamento e esperarmos algum guarda florestal nos achar.
-Cale-se Mark. Eu sei o que estou fazendo.
Decidi me calar. Não era sábio discutir com Dave quando estava bêbado, muito menos seguro. Além do mais, ele que tinha o facão. Andamos por mais alguns minutos, quando chegamos a uma clareira. 2 Barracas jaziam no meio dela, e uma pequena fogueira crepitava próxima. Ninguém a vista.
-Talvez dentro das barracas. – Sugeri. Dave assentiu, e fomos checar. Um pequeno brilho no chão atraiu minha atenção, e agachei-me para examinar. Qual não foi minha surpresa quando encontrei uma bateria de celular, já um pouco gasta, mas ainda assim usável. Chamei Dave, que estava se aproximando da tenda, e mostrei-lhe minha descoberta.
-Ótimo! Assim podermos finalmente usar os celulares e chamar ajuda!
Outro erro fatal de nossa aventura foi não ter carregado os celulares antes da viagem. “Suas antas!” Você pode pensar. Sim, somos 4 antas, mas somos antas muito felizes.
Continuamos nosso caminho em direção as tendas. Outra surpresa, lá dentro estava Bill, igualmente surpreso por nos encontrar.
-O que fazem aqui? Não deviam voltar só pela noite?
-A mesma pergunta nós fazemos a você! Não devia estar no acampamento para defendê-lo dos ursos?
-Mas eu estou no acampamento, sua mula!
Demorei um instante para perceber que andamos realmente em círculos. Havíamos voltado ao acampamento!
-Dave, achei que sabia se orientar na selva!
-Mas eu sei! O sol sempre fica no leste! Estava indo em direção ao sol!
-Espere, isso não é apenas de manhã? Que horas são Bill?
Ele olha para o pulso. Um relógio digital localizava-se lá, mas ele não percebeu que está de cabeça para baixo.
-Amm... 83 HI?
Estapeei minha testa. O que eu fiz para merecer companheiros tão burros?
-SÃO 14:38 SEU BOÇAL!
-Ahhhhh sim!
-Esqueça. Dave, o sol deixou de estar no Leste faz quase 3 horas! Estamos andando para
trás desde a hora do almoço!
-Desculpe! Não posso saber de tudo!
-Ahh, esqueça! Bem, se essa bateria funcionar, nós poderemos pedir ajuda, finalmente. A propósito, onde está Jane?
-Ahh, ela está usando a moita.
Não contive o riso. Lembrei-me de meus tempos no colégio, quando costumava pular nas moitas de espinhos e voltar para casa totalmente destroçado. Mas como eu amava pular naquelas moitas.
Fui interrompido nas memórias pelo aparecimento de Jane. Ela estava surpresa também por termos chegado tão cedo. Após uma breve explicação da burrice que rondava o acampamento, sentamo-nos para comer um pouco.
-Acho que se eu tiver que comer marshmallows por mais um dia eu me mato!
-Eu não ligo na verdade.
Coloquei o marshmallow incandescente na boca, só para tirá-lo imediatamente após. Quente demais.
-Droga, queimei minha língua.
-Quer um beijinho para sarar? – Dave ironizou.
-Na verdade, se for da Jane eu aceito.
Senti um tapa nas costas. Não doeu de verdade, foi apenas uma reprimenda. Virei-me e vi Jane rindo.
-Bem, vamos tentar ligar para a guarda florestal?
-Sim, dê-me esta bateria. Bill, dê-me seu celular. – Dave pegou os dois objetos e examinou-os. Uma sorte sobrenatural parecia ter feito com que a bateria coubesse no aparelho. Dave estava prestes a colocá-la, quando me dei conta que ela estava vazando. Gritei para que ele soltasse o aparelho, mas era tarde.
Uma fenda dimensional abriu-se onde antes estivera o celular de Bill. Um enorme Troll peludo, com mais de 5 metros de altura, emergiu da fenda, trespassando Dave com sua lança. Ele brandiu-a em minha direção, mas fui mais rápido e rolei por entre suas pernas. Retirei meus óculos do bolso e coloquei-os sobre meus olhos. Não havia tempo para me preocupar com as conseqüências. Uma energia sobrenatural preencheu minhas artérias, e pude sentir meus músculos ficando mais rígidos. Minha pele começou a brilhar, mas logo foi coberta por um uniforme vermelho e prateado. Sentia minhas cutículas exalando poder. Minha estatura aumentava, assim como minha força. Agora esse Troll veria o que é poder!
Jane gritou e correu em direção à floresta. O Troll seguiu-a, e fiz o mesmo. Levantei meu braço e concentrei meu poder na mão direita. Um disco de energia tornou-se visível, e arremessei-o contra o monstro. Atingi a sua lança, cortando-a em pedaços milimetricamente simétricos. Um tiro em um milhão, nunca mais faria algo do tipo. O disco pareceu atrair a atenção do Troll para mim. Gritei para Bill:
-Bill, pegue Jane e saia daqui! Eu cuido do bastardo!
-Certo! Boa sorte Mark!
-Por favor – Virei-me para encará-lo – Me chame de Hayata. Agora vá!
-Entendido!
Voltei-me novamente para o monstro, que me encarava com seus grandes olhos amarelos. Podia sentir puro ódio exalando daqueles olhos. Eliminar essas criaturas era meu trabalho, e não seria piedoso com esta em especial!
-Você matou Dave!
Parti de encontro ao monstro. Dei-lhe um chute giratório, que o atingiu em cheio na face. Ele recuou alguns passos. Pulei alto o suficiente para que o sol encobrisse meu vulto. Após atingir a altura desejada, voltei-me para baixo e coloquei minha mão à frente do corpo. Comecei a descida. Alguns instantes antes de atingir o chão, voltei meu braço para trás, armando um poderoso soco. Atingi o monstro no lugar que ficaria o umbigo, invisível devido aos pêlos. Ele caiu no chão, ainda não derrotado. Preparei-me para o Golpe Final. Cruzei meus braços em frente ao rosto. Concentrei toda minha energia na intersecção dos braços, e lancei meu ataque mais poderoso: O ULTRA BEAM!
-Volte para onde nasceu, demônio das sombras!
Uma luz ofuscante cobriu o Troll, e ofuscou totalmente a visão dos meninos lá em baixo. Alguns segundos depois a luz gradualmente ficou mais fraca, mostrando uma pequena pilha de cinzas onde antes estivera o Troll. Hayata mais uma vez salvara o dia!
Retirei meus óculos, e voltei à minha forma original. Jane e Bill estavam surpresos, mas ainda amedrontados demais para fazer qualquer pergunta. Decidi pronunciar-me então:
-Podemos ir para casa então?
-Claro! – Disse Bill, vencendo o medo. Voltamos-nos então para a direção da rodovia (pois eu sabia onde estava o tempo todo), e começamos a caminhar. Uma enorme pedra despontou no céu, e caiu em cima de um surpreso Bill. Jane olhou para o lado por alguns segundos, mas depois virou-se para mim e continuamos o caminho.

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