Dorgas.
Postado por MST , domingo, 18 de abril de 2010 15:42
Certo pessoas, o assunto de hoje é algo que eu li uns dias ae, e que me deixou surpreso. Todos leem aquelas historinhas infantis felizes, com alguem matando a bruxa má no fim, e todo mundo vivendo feliz pra sempre.
Mas não era bem assim cara. As histórias originais eram sangrentas e tensas, e falavam de dorgas e necrofilia (*-*). Vamos começar com a história da Chapeuzinho Vermelho. Na versão atual, um lenhador abre a barriga do lobo e salva a velha e a chapeuzinho, e o lobo morre e se fode. Descobri hoje que a versão original é bem mais macabra(e melhor também). O lobo, ao chegar na casa da vó, esquarteja-a e cozinha sua carne. Sim, ele ainda veste as roupas da velha. Quando Chapeuzinho chega ao local, o lobo serve-a da carne da vó, e a menina come-a com gosto (OMG). Após isso, o lobo persuade-a a tirar a roupa (Pedobear detected o.o), e a menina faz isso. Seria entendível se ela fizesse isso de um jeito inocente e infantil, como tirar tudo de uma vez, mas a cada peça de roupa retirada ela pergunta ao lobo "O que devo fazer com essa aqui?", e este responde "Jogue-a no fogo, não vai mais precisar dela.".
Depois que a menina ja queimou seu vestuário, a vó convida-a a deitar-se com ela, e Chapeuzinho aceita. Nesse momento, ela começa a perceber os... "dotes físicos" da avó "Que corpo peludo você tem!", "Que boca grande você tem!", e etc. Eu acho que a mina estava curtindo a situação pacas, mas, para o alívio dos conservadores, ela desconfia da identidade da vó, que revela-se como o lobo, e come a menina. Pronto, acabou. "E o lenhador que salva elas?" Não tem nenhum lenhador. A história acaba com as duas mulheres mortas e comidas (ui), e ainda com uma moral: "Quem fala com estranhos será devorado pelo lobo."
Ta, uma história legal. Bem, o título do post é DORGAS, e até agora eu não falei de dorgas. Vamos começar então *-*
Todos vocês sem dúvida tiveram infâcia e ouviram falar no Sítio do Pica Pau Amarelo. Talvez alguns dos mais cultos tenham tido a chance de ler um dos livros, como eu, e não de apenas acompanhar a série na tv. Pois bem. Lembram-se do pó de Pirlimpimpim? Então. Provavelmente na versão que vocês conhecem o pó é jogado sobre a cabeça das crianças fazendo-as viajar para outros lugares e outros tempos. Se alguém, como eu, tiver um exemplar da popular história de Monteiro Lobato em uma de suas primeiras edições (qualquer coisa antes de 1970 serve), poderá confirmar que na versão original as crianças cheiravam o pó para viajar.
Agora uma pergunta. Qual o pó que você cheira e te leva para outros mundos mágicos e te faz fazer coisas fantásticas?
Infelizmente, para os dorgados de plantão, Lobato não inspirou-se nesse pó que estão pensando, mas sim em outra coisa, o chamado rapé. O que é isso? Nada mais do que tabaco em pó, simplesmente. Coloca um pouco em uma narina, tapa-se a outra com o indicador e inspira-se. a reação automática do corpo é espirrar, e após o espirro vem o prazer relacionado a esse tipo de droga. Na década de 30, inalar rapé era considerado chique, e Lobato estava falando disso quando falava do pó de pirlimpimpim. Mas, o governo moderno provavelmente pensou a mesma coisa que vocês pensaram quando leram sobre o pó, e acharam que uma apologia às drogas em um livro infantil (mesmo sendo ele escrito muito antes) não ia pegar muito bem, então mudaram a forma de consumo do pó magico para que ele fosse jogado sobre as crianças.
Certo, tirem suas próprias conclusões. Mas eu ainda não acabei cara. Agora que eu vou falar do motivo que me fez pensar nesse assunto, sendo ele, Alice no País das Maravilhas.
Muitos de vocês provavelmente ja conhecem todas as apologias às drogas, críticas ao governo, e mensagens escondidas nesse livro, mas eu acho que seria legal colocar todas (ou parte delas) aqui, pois pode ser que você aprenda algo novo :D
Bem, vamos começar do começo. O coelho atrasado. Dizem ser uma crítica aos ingleses, conhecidos por serem sempre preocupados com o tempo e coisas assim. Ironicamente, ele que apresenta Alice ao mundo das [s]dorgas[/s] maravilhas. Depois, Alice encontra um chapeleiro "maluco", tomando chá. Bem, antigamente as pessoas utilizavam mercúrio para fazer chapéus, e costumavam ficar... loucas por causa disso. Seguindo com a história, Alice encontra um gato, que desaparece em partes. Dizem que isso é um relato das enxaquecas de Lewis Carrol, que faziam-no ter alucinações. Adiante, Alice encontra uma lagarta "zen", que fumava um narguilé enorme. Não preciso falar o que deixou ela Zen, certo?
Ainda mais adiante, Alice come alguns cogumelos, que fazem-na diminuir e aumentar de tamanho as vezes. COGUMELOS CARA! O NOME DO BLOG TEM COGUMELOS, O QUE VOCÊ ACHA QUE ESSA DROGA DE PARTE DO LIVRO SIGNIFICA?? Por isso que eu amo Alice, tem cogumelos *-*
Mas Lewis não era um chapadão não cara. Um cara chapadão não conseguiria escrever a porrada de textos matemáticos que tem nesse livro dorgado (a não ser que ele seja eu RAIRIARIAIRIA). Ele escreveu o texto lúcido. Porém, isso não impede que sua inspiração venha das DORGAS RAIRIARIAIRAIRIAIRAI!

DORGAS MANO!


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